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Em duas noites de lotação esgotada, Orquestra NEOJIBA cativa público e inicia 2025 com repertório que vai do Brasil à Finlândia

  • 30 mar, 2025

Foram dois dias, mas se dependesse do público, poderiam ser mais. Os concertos de abertura da temporada 2025 da Orquestra NEOJIBA, com regência de Ricardo Castro, lotaram o Teatro Salesiano nas noites de 28 e 29 de março. Centenas de pessoas estiveram presentes no início da série “Salvador Sinfônica”, que trouxe um repertório de composições de Carlos Gomes, Jean Sibelius, Alberto Ginastera e Leonard Bernstein. Os concertos tiveram participação especial da violinista Isabela Rangel.

Ao chegar, as pessoas demonstravam grande expectativa para o concerto. Ao sair, muitas queriam saber quando haveria novas apresentações. A mistura de “veteranos” dos concertos do NEOJIBA, programa prioritário do Governo da Bahia, com pessoas que estavam ali pela primeira vez mostrou, ao mesmo tempo, como o NEOJIBA é um programa querido pelos baianos e ao mesmo tempo continua a despertar o interesse de quem acabou de conhecê-lo.

O economista Antônio Alberto Valencia se disse muito satisfeito com a apresentação. Ele disse que não perde nenhum concerto da Orquestra NEOJIBA. Na sua opinião, Salvador precisa de mais espaços para concertos como esse, sem os quais, “a música perde”. Para Florence Von Sohsten, que foi ao concerto com uma amiga musicista, assistir ao NEOJIBA também é um programa habitual. “Foi um concerto tocante. Acho que o NEOJIBA é um exemplo para a juventude porque traz coisas boas para a vida de todos”, observou.

A nutricionista Bruna Gomes, que saiu do concerto com um grande sorriso, disse que até pouco tempo não conhecia o NEOJIBA. “Vi uma reportagem a respeito e me interessei. Foi uma experiência maravilhosa e enriquecedora”. Para Otoniel Ferreira dos Santos, que é servidor público, o concerto da sexta-feira foi sua primeira vez assistindo a Orquestra NEOJIBA. “Eu não esperava que fosse tão bom”, disse. Ao seu lado, a psicóloga Adriana Lessa disse ter gostado não apenas do concerto, mas de conhecer a história do próprio NEOJIBA. “Gostei muito que havia muitas crianças na plateia”, observou.

 

Homenagens nacionais

Os concertos apresentaram composições de Brasil, Finlândia, Argentina e Estados Unidos que, cada uma a seu modo, expressam as relações de seus autores com as raizes culturais de seus países. A primeira foi “Alvorada” da ópera “Lo Schiavo”, de Carlos Gomes, que é um drama lírico de temática inspirada no movimento abolicionista e que conta uma história de amor entre um aristocrata e uma mulher indígena.

Esta famosa peça brasileira foi seguida do primeiro movimento do “Concerto para Violino, op. 47”, de Jean Sibelius, um dos mais conhecidos concertos para este instrumento. A orquestra acompanhou a violinista Isabela Rangel, que até 2024 era a spalla da orquestra,  como solista. “O concerto de Sibelius é muito inspirador para mim. É uma das peças para violino mais difíceis e eu me senti muito emocionada de poder tocá-la”.

Terceira peça do programa, as “Danças Sinfônicas de “West Side Story”, mostra que as inspirações de Leonard Bernstein incluíam tanto as tradições da música sinfônica europeia quanto o jazz e a música popular americana.  
Os concertos foram encerrados com uma apresentação da vibrante “Suíte Estância”, de Alberto Ginastera, extraída do balé de mesmo nome e inspirada no icônico poema argentino, “El Gaucho Martín Fierro”, de José Hernández.

 

Música que abre portas

A emoção especial de assistir a um concerto realizado por jovens músicos foi resumida pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas. Convidado a subir ao palco por Ricardo Castro, Felipe falou da alegria de estar próximo dos jovens músicos. “Dá para ver a alegria e a esperança no olhar de vocês, sentimentos que cada uma e cada um de vocês transmite”, afirmou. Cada jovem, cada criança, cada adolescente que vem para o NEOJIBA distribui música no mundo, mas a coisa mais importante talvez seja que eles levam para dentro de suas casas um universo novo, da música de concerto, que nem todo mundo tem oportunidade de conhecer”, disse. “São instrumentos que abrem a porta para o mundo”, complementou Felipe.

As portas para lugares novos no mundo serão abertas para uma nova geração de músicos que agora integra a Orquestra NEOJIBA. O maestro Ricardo Castro lembrou que a série Salvador Sinfônica é uma etapa de preparação para a turnê internacional que a orquestra irá realizar em 2025. “É uma geração que nunca viajou para o exterior e que está muito animada”, disse. “Para mim, foi muito bom ver a casa cheia, entusiasmada e feliz neste teatro que é a nossa sede para os concertos do ano de 2025”, falou Castro.

 

Sobre o NEOJIBA

Criado em 2007, o NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) promove o desenvolvimento e integração social prioritariamente de crianças, adolescentes e jovens em situações de vulnerabilidade, por meio do ensino e da prática musical coletivos. O programa é mantido pelo Governo do Estado da Bahia, vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, e gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Social Pela Música. Em 17 anos, o NEOJIBA atendeu, direta e indiretamente, cerca de 34 mil crianças, adolescentes e jovens entre 6 e 29 anos. Atualmente, o programa beneficia 2,4 mil integrantes diretos em seus 13 núcleos, em Salvador e em 6 cidades do interior da Bahia, e 6 mil indiretos em ações de apoio a iniciativas musicais parceiras. 

 


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